Caso Clínico: TRATAMENTO ENDODÔNTICO DE INCISIVOS CENTRAIS SUPERIORES COM REABSORÇÃO RADICULAR INTERNA - PDF

A reabsorção dentária interna é considerada uma pulpopatia de natureza inflamatória estabelecida pela associação entre uma agressão pulpar, a qual ocasiona uma necrose focal de odontoblastos, e um quadro inflamatório crônico sem necrose pulpar (Consolaro e colaboradores2). As reabsorções internas ocorrem na superfície das paredes que formam a cavidade pulpar, não sendo tão freqüentes como as externas. Na reabsorção inflamatória transitória há o comprometimento de odontoblastos e pré-dentina, porém não existe um estímulo de manutenção, tornando-a autolimitante. Contrariamente, em presença de inflamação, a manifestação inflamatória assume um caráter progressivo.



Quando a reabsorção começa a polpa está viva, porém alterada por uma inflamação pulpar crônica de longa duração. Assim sendo, as condições de sobrevivência se tornam cada vez mais difíceis e a necrose pulpar começa a partir de sua porção mais coronal. Os microrganismos podem estar presentes desde o início do processo inflamatório ou acessando a polpa quando essa começa a necrosar, sendo os responsáveis pela progressão do processo destrutivo (Consolaro e colaboradores2).

Quando a polpa necrosa por completo a reabsorção pára. Wedenberg e Lindskog5 observaram que quando a necrose está presente, geralmente, existe a comunicação da cavidade pulpar com o periodonto na área de reabsorção. As reabsorções internas podem estar localizadas ao nível da coroa ou na porção radicular em seus diferentes terços.



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