Pérola de esmalte: epidemiologia, morfopatogênese e relevância na clínica odontológica

Os distúrbios da odontogênese, ocorridos do período intrauterino até a infância, podem gerar alterações dentárias relevantes na clínica odontológica (e.g. dens in dente, agenesia dentária, taurodontismo, macro ou microdontia, dente conoide, supranumerário, retenção, transposições, fusões, mesiodente, geminação e pérolas de esmalte), com uma expressiva frequência total, que pode superar 70% da população. As pérolas de esmalte fazem parte do grupo das anomalias de forma e volume dental e decorrem da hiperatividade ectópica dos ameloblastos na porção radicular ou em região de furca. São caracterizadas morfologicamente como pequenos tecidos mineralizados globoides e a sua constituição é similar ao esmalte coronário. Em particular, a ocorrência de pérolas de esmalte é bem variável na população brasileira (0,85 a 8%6) e mundial (0,21 a 6,2%7), sendo esta condição mais frequente nos molares.





O diagnóstico diferencial clínico-radiológico é importante, pois as pérolas de esmalte podem mimetizar ou mascarar outras condições - periodontais, endodônticas e restauradoras - e assim promover um planejamento terapêutico inadequado. O tratamento inclui a ameloplastia seguida por reposição de retalho mucoperiosteal, visando ao estabelecimento de uma nova inserção conjuntiva e saúde periodontal, caso seja possível a manutenção do dente acometido.



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