PDF: Fossetas congênitas de lábio inferior: relato de caso

As fossetas labiais são mal formações, que levam a comprometimento predominantemente estético e que isoladamente geram a poucas complicações.

Fossetas-labio-inferior


O primeiro relato de caso data de 1845, por de Marquay, em um paciente com duas depressões nas partes laterais da linha média do lábio inferior, pelas quais escoava constantemente um líquido viscoso e transparente. 

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Em 1860, outro caso foi documentado por Murray na Inglaterra, que descreveu as fossetas como "duas pequenas bolsas ou depressões". Rose, em 1868, as descreveu como uma má formação e nomeou-as de "fístula congênita do lábio inferior".

Em 1951, Watanabe & col realizaram um levanta-mento bibliográfico sobre o assunto, constatando somente 100 relatos de casos em toda a literatura. Os autores não associaram a presença de fissura e fosseta como uma nova síndrome.

Em 1954, Anne Van der Woude realizou um extenso trabalho acerca da relação entre fossetas labiais (FL) e fendas palatinas (FP), classificando a síndrome das fossetas labiais e fissuras lábio-palatinas, que levam o seu nome.

Foram descobertas associações dessa entidade patológica com outras síndromes geradoras de deformidade facial, como a síndrome do Pterígio Popilíteo (SPP), a síndrome oro-facial-digital tipo1 e a síndrome de Niikawa-Kuroki (ou da maquiagem de Kabuki).




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