PDF: Antibioticoterapia sistêmica em endodontia: quando empregar?

A mais importante decisão do Odontologista em relação à indicação clínica de um antibiótico sistêmico não deve ser qual o medicamento empregar e, sim, em que situação ele deve ser usado (PALLASCH, 1979).

Antibioticoterapia-endodontia


Há atualmente uma grande preocupação quanto ao abuso terapêutico dos antibióticos, pois um dos motivos fundamentais para o incremento da resistência bacteriana é o emprego excessivo desses fármacos por parte dos profissionais da área da saúde. 

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Nos dez anos que se seguiram à Segunda Guerra Mundial, assistiu-se à utilização desregrada da penicilina, sendo usada para tratamento de infecções virais e gripe. Por conseguinte, é obrigação das comunidades científicas e profissionais do mundo apoiar todos os esforços no combate ao problema do emprego irrestrito dos antibióticos (HARRISON, SVEC, 1998).

No que tange ao papel dos antimicrobianos no tratamento das infecções, esses medicamentos devem ser considerados, apenas com auxiliares na terapêutica, ou seja, ajudam a limitar o processo criando condições para que o hospedeiro possa eliminar os agentes causais de uma maneira rápida e eficaz, através de seus mecanismos de defesa imunológica. Ademais, antibióticos podem ser empregados para uso profilático, onde não existe infecção, mas o risco para tal (MENDES, 1995; ANDRADE, 2002; PALLASCH, 2003).



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