PDF: Leucoplasias bucais: relação clínico-histopatológica

O termo “leucoplasia” foi utilizado pela primeira vez, segundo GRINSPAN10 (1973), por SCHWIMMER, em 1877, para caracterizar lesões brancas da mucosa bucal sem causa definida.

Leucoplasias-bucais


Desde então, esta denominação foi ampla e irrestritamente adotada, causando controvérsias.

Em 1978, a Organização Mundial de Saúde (OMS) definiu-a como uma mancha ou placa branca da mucosa bucal, não removível à raspagem, que não pode ser caracterizada clínica ou patologicamente como outra enfermidade. 


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Atualmente, o termo “leucoplasia” é utilizado apenas no sentido “clínico” para denominar uma placa predominantemente branca da mucosa bucal, não removível à raspagem, cuja superfície pode apresentar-se lisa, rugosa ou verrucosa. Há de se salientar, entretanto, que este termo não traz qualquer conotação quanto às alterações histopatológicas.

A leucoplasia é a lesão cancerizável mais freqüente da cavidade bucal, desenvolvendo-se em qualquer região; no entanto, a mucosa jugal, o lábio inferior e a língua têm sido as áreas mais afetadas. 

Sua etiologia está relacionada, em muitos casos, a hábitos como tabagismo, e outras vezes é considerada idiopática. Sua ocorrência se dá principalmente em pacientes de meia idade, do sexo masculino.




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