PDF: Reabilitação oral de paciente com Síndrome da Combinação

A Síndrome da Combinação representa uma importante condição patológica do sistema mastigatório que precisa de um tratamento reabilitador complexo.

Sindrome-Combinação


A presença de mucosa flácida é uma das caraterísticas mais comuns quando ocorre a reabsorção óssea anterior da pré-maxila ocasionada pela hiperfunção anterior dos dentes inferiores sobre a prótese total superior, onde a incidência de cargas nessa região resulta na movimentação da prótese em direção ao rebordo, resultando no aumento da reabsorção do rebordo residual, na desadaptação interna da prótese e na perda de retenção da prótese.

A presença de mucosa flácida, nesses casos, acarreta ainda problemas de suporte e estabilidade da prótese total superior, que podem ser tratados com redução cirúrgica da espessura do tecido ou usando técnicas específicas de confecção das próteses. Este artigo descreve a reabilitação oral de um paciente com Síndrome da Combinação onde a redução cirúrgica da mucosa flácida não foi realizada, utilizando uma técnica modificada de moldagem funcional em duas etapas, com o objetivo de gerar menos forças e distorções na fibromucosa flácida durante a moldagem funcional.


INTRODUÇÃO
O tratamento do paciente com Síndrome da Combinação (SC) pode ser um desafio para qualquer Cirurgião-Dentista. A SC é definida como uma condição causada pela presença dos dentes anteriores inferiores e a ausência dos dentes posteriores na mandíbula, resultando em uma significativa reabsorção alveolar anterior da maxila1 e foi inicialmente descrita por Kelly, em 1972.

O "The Glossary of Prosthodontic Terms" define a SC abrangendo os aspectos caraterísticos que ocorrem quando a maxila edêntula tem como antagonista dentes naturais mandibulares anteriores, incluindo a perda óssea da parte anterior do rebordo maxilar, crescimento excessivo das tuberosidades, hiperplasia papilar da mucosa do palato duro, perda óssea alveolar e de altura do rebordo posterior mandibular. Kelly considera o início da perda óssea anterior da maxila a chave para as outras alterações e verificou que à medida que a reabsorção da pré-maxila avança, ocorrem também danos aos tecidos e instabilidade da prótese. Normalmente, outras características ainda podem estar relacionadas, pela presença de próteses mal confeccionadas, como a perda da dimensão vertical de oclusão, discrepância do plano oclusal, reposição espacial anterior da mandíbula e pobre adaptação da prótese.




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