PDF: Influência da cirurgia de acesso minimamente invasiva no preparo biomecânico e na resistência de união do material obturador a dentina radicular


Conceitualmente, a cirurgia de acesso pode ser definida como o preparo de uma cavidade na coroa dental para se ter acesso à cavidade pulpar, representada pela câmara pulpar e canal radicular. 



Essa cavidade tem por finalidade possibilitar o esvaziamento da câmara pulpar, a localização dos orifícios dos canais radiculares e favorecer adequada irrigação durante o preparo biomecânico bem como satisfatório preenchimento e adaptação do material obturador no conduto radicular (CHRISTIE; THOMPSON, 1994; PATEL; RHODES, 2007).

A cirurgia de acesso convencional é baseada em formas geométricas pré estabelecidas para cada grupo dental, onde a quantidade de estrutura dentinária a ser removida está diretamente relacionada a exposição de toda câmara pulpar, remoção do ombro e expulsividade da cavidade endodôntica (INGLE, 1985). Entretanto, pesquisas in vitro têm evidenciado que este tipo de abertura coronária, apesar de facilitar a adequada realização de todas as fases do tratamento endodôntico, pode favorecer a susceptibilidade à fratura do elemento dental ao longo prazo (REZAEI et al., 2015).

Desta forma, atualmente, outros dois tipos de cirurgia de acesso à câmara pulpar têm sido preconizados: a minimamente invasiva e a ultraconservativa, também denominada “ninja” (NEELAKANTAN et al., 2018).

A cirurgia de acesso minimamente invasiva preconiza que a forma geométrica seja similar a da convencional, entretanto com o desgaste na porção coronária limitado pela dentina pericervical (BÓVEDA; KISHEN, 2015; EATON et al. 2015). 

A cirurgia de acesso “ninja”, segue o mesmo conceito que a minimamente invasiva, no entanto, neste tipo de cirurgia de acesso não se preconiza forma geométrica da cavidade endodôntica, somente um orifício arredondado de acesso à câmara pulpar (PLOTINO et al., 2017).






No hay comentarios